27 setembro 2015

10 anos de A Fever

Textinho pessoal cheirando naftalina, lembranças de uma adolescência além do prazo da embalagem

Sempre fui muito musical. Desde novinha ouço rádio com prazer. Um dos meus maiores companheiros de infância (6 à 10 anos) foi aqueles radinhos de camelo à pilha (esse aqui). A questão é: desde que me lembro por gente, associo músicas à épocas da minha vida.

Era uma vez, Talitinha quase 10 anos atrás, procurando entender afinal o que era adolescência, a fase tão temida pela mãe e tão esperada pelo amigos de escola. Os favoritos de antes já não fazia mais tanto agrado. Era a hora de buscar coisas novas, incluindo novos sons.

Programas de clipes havia se tornado parte da rotina. Até que em um desses dias, se encantou pelo som e por toda cor que a hipnotizava, não saindo de frente da tv. Foi amor à primeira vista. 


Hoje quando eu vejo meninas novas correndo atrás de ídolos eu tento entender, tento de verdade. Ok que eu não fazia a manica, pelo menos acho que não, mas... entendo como alguém quem nem conhecemos pessoalmente pode fazer parte da nossa vida. Acho que deve bater uma vontade incontrolável de derrubar a barreira da irrealidade e tornar esse alguém em algo palpável.

E realmente, eles marcam a vida. Depois de 2005, depois do dia que eu ouvi o álbum A Fever You Can't Sweat Out, tinha descoberto o que me fazia bem musical naquela época. Fazia a chata ou fã adolescente enlouquecida (como preferirem chamar), que sempre queria da sua banda favorita do momento, Panic! at the Disco.


A música que eu cantava quando estava triste, a que me alegrou enquanto eu ensaiava passos inexistentes no meio da sala de casa. A que fiz todos meus amigos ouvirem pelo menos uma vez na vida. A que eu estava ouvindo no momento que aconteceu algo importante em minha vida.

Hoje, está fazendo 10 anos do lançamento desse álbum. Ok que hoje já não ouço tanto como alguns anos atrás. Não sou a louca fã já algum tempo. Mas não posso negar toda história que se interliga em minha vida. Não sou a mesma garota de 10 anos atrás, as situações são totalmente diferentes, mas o carinho pelo álbum existe e é grande! Hoje tudo o que ouço e o que me agrada, começou a partir I Write Sins Not Tragedies. Não tem como deixar de lado.

3 comentários:

  1. Eu amo PATD e nossa. 10 anos? sério? O.O

    www.saidaminhalente.com

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  2. Eu adoro essa música, música boa sempre fica com a gente mesmo que não ouçamos com tanta frequência! ;)
    Bjs

    http://achadosdamila.blogspot.com.br/

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  3. Nossa, já tem dez anos o_o
    Adorei a reflexão e é interessante mesmo como alguns discos marcam fases da nossa vida. Não sou muito fã do Panic, mas adorava But It's Better if you do, desse disco tambem :D
    boa semana :)

    Red Behavior

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